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Liberdade de expressão. Nunca se levou essa frase tão a sério. Cada vez mais a liberdade vem se mostrando ao mundo. Mas isso não é mero acaso, coloco como grande aliado dessa "revolução" a internet e suas ferramentas.
Desde que a internet começou a fazer cada vez mais parte da vida das pessoas, revoltas contra a opressão vêm acontecendo. Em pleno século XXI vivemos revoluções tardias mas fundamentais, revoltas individuais com uma proporção maior, vivemos um mundo de mudança, lento, mas com um pé na bandeira da esperança de ver um mundo melhor e mais livre.
WikiLeaks e a atual revolta dos egípcios são apenas alguns do presságios de um possível novo tempo. A cada período de tempo ocorrem revoluções que mudam o mundo, no meio dessas revoluções, muitos revolucionários se silenciam, se ocultam, mas finalmente uma pessoa sozinha tem o poder de sozinho, mostrar a revolta que sente. E é assim, através de revoltas individuais que se juntam com outras, que um novo jeito de protestar vem surgindo.
No twitter por exemplo, cada "grão de areia" pode se juntar a outros grãos para assim gritarem para o mundo a vida sofrida que vivem. E por isso e muito mais, que a internet vem se tornando inimiga insuperável dos que tentam calar o mundo. É por isso que no Egito cortaram a internet e os sinais de celulares. E é por isso que os ditadores, sejam os explícitos ou os que se escondem por trás dos panos, começam a ter seus domínios confrontados.
Mas será que toda bandeira em nome da liberdade de expressão é verdadeira?
Até onde um hacker pode usar essa bandeira como desculpa para fazer o que bem entende?
O WikiLeaks, apesar de ter o seu valor, põe em xeque algo mais importante: a privacidade.
Não é certo exibir cartas diplomáticas de países sem permissão. Isso pode ser catastrófico para relações diplomáticas, ou nem tanto. De qualquer forma, não é só o governo que sofreu com a falta de privacidade. Ano após ano, temos trocado a nossa privacidade pela liberdade de expressão.
Pessoas do mundo inteiro não tem medo de falar o que pensam, e até certo ponto, isso é ótimo, mas é preciso pensar se vale a pena mostrar nossa revolta para o mundo e ter a chance de ter a vida complicada por isso.
E o maior problema é daqueles que abrem mão de expressar coisas positivas para expressar pensamentos banais. Novamente é no twitter em que isso mais acontece. Pessoas usam esse serviço como um psicólogo para todas as horas, mas se esquecem que diferente de um psicólogo, o twitter e a maioria das redes sociais não se importam com a conduta ética de nunca falar sobre os problemas do paciente para outros. E aí, as coisas complicam. Em um futuro próximo, todas as informações de sua vida social poderão ser o motivo de você não ser bem visto por um empregador, ou mesmo por um desconhecido.
A internet é ótima para incitar revoluções, mas não a recomendo àqueles que a vê como uma caixa de despejo de emoções
PS: Para quem ainda não respondeu um pequeno questionário sobre o blog que fiz, acesse o link abaixo e responda. Sua participação é fundamental para a evolução desse blog e para a minha alegria, rs.
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